Carlos aprendeu da pior forma. Um cliente pediu "só mais uma página" e, quando o projeto terminou, eram doze páginas extras sem nenhum centavo a mais na conta.
Dessa vez ele estava decidido a fazer diferente.
Criou um documento simples chamado "Controle de Alterações". Uma tabela com data, descrição da mudança, impacto no prazo, impacto no valor e status (aprovado / em análise / recusado).
Na primeira alteração que o cliente pediu, Carlos respondeu:
— Claro, posso incluir. Vou registrar aqui e te envio o impacto no cronograma.
Ele preencheu a linha, tirou um print e mandou no WhatsApp. O cliente respondeu com um joinha.
Duas semanas depois, quando o cliente perguntou "por que o projeto está atrasando?", Carlos abriu o documento e mostrou: três alterações aprovadas, cada uma com acréscimo de prazo.
— Cada mudança foi registrada e aprovada por você — disse Carlos, sem tom de acusação, só mostrando os fatos.
O cliente olhou a tela, engoliu seco e disse:
— Justo. Vamos evitar mais mudanças então.
Carlos salvou o arquivo na pasta do projeto. Documentação não é burocracia — é proteção.
Continua em: 1665 — Como cobrar por alterações de escopo no meio do projeto?