Carlos estava com o café esfriando na caneca enquanto olhava a mensagem do cliente: "Consegue entregar em duas semanas?" A ansiedade apertou o peito. Ele sabia que dizer sim na hora era o caminho mais curto para uma entrega frustrada.
Em vez de responder no impulso, abriu a planilha de horas que mantinha desde o primeiro freela. Calculou quanto tempo cada etapa levaria — pesquisa, desenvolvimento, revisão, margem de imprevisto.
— Vou ser sincero com você — respondeu no fim da tarde. — Duas semanas é apertado para fazer bem feito. Se eu entregar em três semanas, o resultado sai melhor para os dois.
O cliente não respondeu na hora. Carlos aproveitou para detalhar o cronograma: o que seria entregue em cada semana, marcos claros, pontos de validação.
No dia seguinte, o cliente respondeu com um OK seco, mas com um adendo: "Valorizo a honestidade. Fechado para três semanas."
Carlos salvou o cronograma no drive, marcou as datas no calendário e tomou o café já frio com a satisfação de quem não prometeu o que não podia cumprir.
Continua em: 1662 — Como renegociar um prazo apertado com o cliente?