Carlos atendia o mesmo cliente há oito meses. O valor era o mesmo do primeiro projeto. Mas o escopo tinha crescido, a qualidade tinha melhorado, e a inflação tinha corroído o poder de compra.
— Você está ganhando menos do que quando começou — disse a namorada.
Ele sabia. Mas o medo de perder o cliente falava mais alto.
Preparou uma mensagem com dados: mostrou os resultados que tinha entregado, o aumento da complexidade dos projetos e uma proposta de reajuste de 20%. Mandou com o coração na mão.
O cliente respondeu: "Faz sentido. Você entregou muito mais do que o combinado inicialmente. Vamos ajustar para 15% agora e, em seis meses, a gente revê?"
Carlos aceitou. Não era o valor ideal, mas era um avanço. E o cliente não tinha cancelado — tinha negociado.
O reajuste não era sobre ganância. Era sobre justiça com o próprio trabalho.
*Continua em: 1660 — Como pedir reajuste ao cliente sem parecer ingrato?*