Carlos odiava falar de dinheiro. Preferia fazer o trabalho e torcer para o cliente pagar certo. Até o dia em que um cliente atrasou o pagamento em quarenta e cinco dias.
— Eu preciso comer — disse Carlos para o espelho, depois de enviar a terceira cobrança.
No projeto seguinte, ele tratou do pagamento antes de começar. Na call de alinhamento, perguntou: "Como você prefere pagar? Pix na entrega, boleto em 30 dias ou dividido em duas parcelas?"
O cliente escolheu: 50% na assinatura do contrato, 50% na entrega. Carlos anotou no documento e na agenda.
Quando o combinado virou registro, a ansiedade diminuiu. Não era falta de confiança. Era clareza.
— Combinar prazo de pagamento não é constrangedor. É profissional.
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