Carlos chegava em casa do trabalho CLT e abria o notebook para fazer freela. No começo, a energia ia longe. Depois de um mês, o corpo começou a cobrar o preço.
— Você parece um zumbi — disse a namorada.
Ele riu, mas sabia que ela tinha razão. O freela pagava contas extras, mas estava sugando a energia do trabalho principal.
Carlos sentou e traçou limites: nada de freela depois das 21h. Máximo de dez horas por semana. Nada de projetos urgentes que exigissem virar noite.
No começo foi difícil recusar oportunidades. Mas em duas semanas, a qualidade do trabalho CLT melhorou, e os freelas passaram a ser feitos com mais foco.
Ele olhou para a agenda: organizada, com blocos de tempo definidos. O equilíbrio não era sobre fazer mais. Era sobre fazer melhor dentro do tempo que tinha.
*Continua em: 1649 — Como se candidatar a um projeto freela?*