Carlos passou uma tarde inteira criando o perfil no Workana. Preencheu cada campo, caprichou na descrição, colocou portfólio. Depois, mandou propostas para dez projetos. Nada.
— O que estou fazendo errado? — perguntou ao amigo que vivia de plataforma.
— Você está vendendo serviço, não solução. Ninguém quer contratar um "profissional de marketing". Querem alguém que resolva o problema específico deles.
Carlos refez as propostas. Em vez de "tenho experiência em gestão de projetos", escreveu "vou organizar o cronograma do seu lançamento para você não perder o prazo."
No dia seguinte, recebeu duas respostas. Na primeira semana, fechou um projeto.
A plataforma era só o meio. O que vendia era a segurança de que o problema seria resolvido.
*Continua em: 1647 — Como dizer não a uma alteração de escopo no freela?*