Carlos sempre odiou burocracia. Para ele, contrato era coisa de empresa grande, não de freela de dois mil reais. Até o dia em que um cliente sumiu depois de receber o trabalho.
— Mas a gente tinha um acordo — disse Carlos no telefone, para ninguém.
O silêncio do outro lado da linha doía.
Ele abriu o Google Docs e escreveu um modelo simples. Escopo, valor, prazo, condições de pagamento, limites de revisão. Cinco parágrafos objetivos. Depois, mandou para um amigo advogado dar uma olhada.
— Tá bem honesto, Carlos. Pode usar.
No projeto seguinte, enviou o contrato junto com o orçamento. O cliente leu, pediu uma alteração no prazo e assinou.
Carlos sentiu o peso do documento na mesa. Não era desconfiança. Era proteção mútua.
— Contrato não é falta de fé. É prova de respeito.
*Continua em: 1643 — Como recusar um freela por prazo apertado?*