Carlos fechou três freelas em uma semana e se sentiu rico. Até chegar o boleto do cartão de crédito. A conta não fechava — parecia que o dinheiro escorria entre os dedos.
Ele sentou na mesa do escritório, o notebook aberto na frente de uma planilha em branco. O silêncio da noite apertava contra os ouvidos.
— Não dá pra tratar freela como dinheiro extra — murmurou.
Criou quatro colunas: valor bruto, imposto, reserva e lucro. Cada freela que entrava, separava 30% para impostos, 20% para reserva de meses sem trabalho e 50% para viver. Era simples, mas mudou tudo.
No primeiro mês, a reserva cresceu devagar. No terceiro, ele já tinha dois meses de custos cobertos. A ansiedade diminuiu.
— O problema não era ganhar pouco. Era não saber pra onde o dinheiro ia.
Com a planilha na tela, Carlos respirou fundo. Pela primeira vez, o freela não parecia uma aposta.
*Continua em: 1642 — Como criar um contrato de freela?*