Carlos estava na mesa da sala, cercado de post-its, anotações soltas e duas telas abertas. Eram 21h30 e ele ainda estava no primeiro de três entregáveis do dia. O freela que ele achava que ia levar 2 horas já tinha consumido 4.
— Você controla as horas? — perguntou Luísa, aparecendo com uma caneca de chá.
— Controlo na cabeça.
— Tá vendo como funciona.
Ele baixou um app de cronômetro. No dia seguinte, quando começou a trabalhar no freela, disparou o timer. Cada tarefa tinha um registro: "Análise de dados — 1h20", "Montagem do relatório — 45 min", "Revisão — 20 min".
No fim da semana, olhou os números. Tinha trabalhado 14 horas em freelas, mas só tinha faturado o equivalente a 10. Estava subestimando o tempo.
— É por isso que você vive cansado — disse Luísa. — Você faz mais do que cobra.
Carlos ajustou as estimativas. Passou a adicionar 30% de margem em cada tarefa. E, mais importante, parou de trabalhar depois das 21h.
O resultado? Menos ansiedade, entregas mais consistentes e uma noção real de quanto cada projeto realmente custava em tempo.
Continua em: 1636 — Como definir o escopo de um freela?