Como fazer freelas enquanto tem emprego fixo?

Carlos**

O relógio marcava 18h30. Carlos tinha saído do escritório há meia hora e já estava em casa, abrindo o notebook para trabalhar num freela. A semana tinha sido puxada — reuniões, relatórios, o expediente normal.

— Você não vai se acabar? — perguntou a Luísa, trazendo um café.

— É só um projeto pequeno.

— Mas você já trabalhou o dia inteiro.

Carlos sabia que ela tinha razão. O emprego fixo era a prioridade. Freela era extra, não podia comprometer o rendimento no trabalho principal.

Ele estabeleceu regras:

1. Freela só depois das 19h, ou nos fins de semana.

2. Máximo de 10 horas semanais.

3. Nunca aceitar projetos com prazo que conflitasse com entregas do emprego.

4. Bloquear um dia do fim de semana para descanso — sem freela, sem trabalho.

No início foi difícil. Aparecia um projeto bom e ele queria pegar. Mas seguiu as regras. Quando algum cliente pedia prazo curto, negociava ou recusava.

— Perdi um freela hoje — disse ele numa noite.

— Por quê?

— O prazo era quarta e eu não teria tempo.

— E tá tudo bem?

— Tô inteiro. E o emprego não foi afetado.

Luísa sorriu. — Isso é vitória.

Continua em: 1630 — Como criar uma proposta de freela?