O projeto era grande. Três meses de trabalho, R$ 8.500,00. Carlos sabia que, se fizesse tudo e recebesse só no final, poderia ficar num sufoco financeiro no meio do caminho.
— Pede entrada — disse a Luísa, enquanto ele pesava os números na mesa da sala. — É normal. Ninguém acha estranho.
— E se ele achar que não confio?
— Confiança não se prova com risco financeiro. Seu trabalho também tem valor.
Carlos montou a proposta com um cronograma de pagamento: 40% na assinatura, 30% na metade do projeto, 30% na entrega final. Escreveu com cuidado:
"Para projetos deste porte, trabalho com pagamento parcelado: uma entrada de 40% para iniciar, mais duas parcelas ao longo do desenvolvimento. Isso garante o comprometimento de ambos os lados e me permite dedicar foco total ao projeto desde o início."
Enviou. O coração batia mais rápido.
O cliente respondeu: "Perfeito. Fazemos a transferência ainda hoje. Me manda seus dados bancários."
Carlos leu a mensagem duas vezes. Simples assim. Ele tinha passado horas imaginando uma recusa que nunca veio. Mandou os dados, e no fim da tarde a notificação de depósito chegou no celular.
O dinheiro na conta antes do primeiro traço do projeto. Ele sorriu.
Continua em: 1627 — Como negociar pagamento de freela?