O freela tinha terminado. O cliente estava satisfeito — pagou no prazo, elogiou o trabalho. Carlos sabia que aquele projeto renderia um bom portfólio, mas faltava algo: uma carta de recomendação.
Ele ficou olhando para a tela, pensando em como pedir sem parecer carente.
— Só pede — disse a Luísa, passando por ele com uma xícara de café. — Ninguém morre por causa de um pedido educado.
Carlos escreveu a mensagem:
"Olá, tudo bem? Foi um prazer trabalhar no seu projeto. Fiquei muito feliz com o resultado final. Se você ficou satisfeito com o serviço e com o profissionalismo, eu ficaria honrado se pudesse escrever uma carta de recomendação no LinkedIn ou uma mensagem curta que eu possa usar como depoimento. De toda forma, obrigado pela confiança. Abraço."
Relia três vezes antes de enviar. Parecia bom. Educado, direto, sem pressão.
O cliente respondeu no dia seguinte: "Claro! Manda o modelo que eu preencho com prazer."
Carlos suspirou aliviado. A carta chegou uma semana depois, com detalhes específicos sobre a entrega e a pontualidade. Ele colocou no portfólio e no LinkedIn.
Uma porta que se abriu porque ele pediu.
Continua em: 1624 — Como processar calote de freela?