A proposta tinha chegado por e-mail: uma empresa de tecnologia queria contratar Carlos como Pessoa Jurídica. Os números pareciam bons à primeira vista, mas ele sabia que PJ não era só multiplicar o salário CLT por dois.
Ele marcou uma conversa por vídeo com o recrutador. Antes, preparou uma planilha com todos os custos que a CLT cobre e que o PJ não inclui: férias, 13º, FGTS, rescisão, plano de saúde. Quando a call começou, ele foi direto.
— Olha, eu gostei da oportunidade. Mas o valor precisa considerar que como PJ eu vou arcar com INSS, emissão de nota e não tenho férias remuneradas. Pela minha conta, o valor ideal seria 20% acima do que foi proposto.
O recrutador hesitou.
— Não sei se consigo esse valor…
— Entendo. E se a gente fizer 15% e incluir um reajuste automático depois de seis meses?
Negociaram por mais dez minutos. No final, fecharam em 12% acima do valor original, com revisão em seis meses. Carlos também pediu para incluir no contrato uma cláusula de aviso prévio de 30 dias.
Desligou a call e sorriu. Saber os números antes de negociar fez toda a diferença.
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