Carlos estava travado numa fórmula do Excel que simplesmente não queria fechar. A planilha de custos do projeto tinha três camadas de condicionais e ele já tinha perdido uma hora tentando desembaraçar sozinho.
Olhou em volta. O Rafael, da contabilidade, estava na mesa ao lado, com a cara mergulhada no monitor. Carlos hesitou. Pedir ajuda sempre soava como admitir derrota.
Mas o prazo era amanhã.
Ele se levantou, foi até a mesa do Rafael e esperou o colega terminar a frase que digitava.
— Rafael, cara, preciso de cinco minutos. Tô enrolado numa fórmula aqui e você é a pessoa mais rápida que conheço pra isso.
Rafael virou a cadeira, interessado.
— Manda aí.
Carlos mostrou a planilha. Explicou o que queria fazer e onde estava travando. Em três minutos, Rafael apontou o erro — um parêntese fora do lugar.
— Nossa, era isso? — Carlos riu, aliviado.
— A gente fica cego depois de uma hora olhando — disse Rafael, já voltando ao próprio trabalho.
Carlos agradeceu e voltou para a mesa. A fórmula fechou. O prazo estava salvo. E ele aprendeu que pedir ajuda não diminui ninguém.
Continua em: 1606 — Como oferecer ajuda para um colega sobrecarregado?