O representante sindical apareceu na sala de Carlos sem aviso. Era um homem mais velho, de bigode grosso e pasta debaixo do braço, que falava com a segurança de quem já tinha ouvido todo tipo de história.
— Carlos, né? Precisamos trocar uma ideia sobre as condições da nova escala.
Carlos respirou fundo e desligou o som do monitor. Convidou o homem a sentar. Não encarou a conversa como confronto — ouvia mais do que falava. Quando o representante citou números e prazos que não batiam com o que Carlos sabia, ele perguntou com calma:
— Isso tá registrado em algum lugar? Posso dar uma olhada na convenção?
O representante riu, meio surpreso.
— Gosto de quem pede fonte.
Carlos manteve o tom profissional. Explicou seu ponto de vista sem desafiar, mostrou onde a proposta da empresa se alinhava com o acordo coletivo e onde ainda precisava de ajuste. No final, apertaram as mãos.
— Volto na sexta com os documentos — disse o representante, saindo.
Carlos anotou o compromisso no calendário. A conversa tinha sido produtiva.
Continua em: 1604 — Como trabalhar em parceria com um colega?