O projeto cresceu e Carlos virou sócio de uma pequena empresa de consultoria junto com o Marcelo. O negócio era promissor. Mas três meses depois, as primeiras rachaduras apareceram.
Marcelo queria crescer rápido. Carlos preferia consolidar.
— A gente precisa contratar mais gente — Marcelo disse numa reunião.
— Ainda não temos fluxo de caixa pra isso.
— Se a gente não crescer, vamos perder oportunidades.
— Se a gente crescer sem base, vamos quebrar.
A discussão esquentou. Os dois falaram ao mesmo tempo. Ninguém ouvia ninguém.
No dia seguinte, Carlos mandou uma mensagem.
"Marcelo, a gente precisa conversar de verdade. Não na correria."
Marcaram um café fora do escritório. Lugar neutro.
— O que tá acontecendo com a gente? — Carlos perguntou.
— A gente discorda — Marcelo respondeu.
— Discordar é normal. O problema é que a gente não resolve.
— Como você quer resolver?
— Sentando uma vez por mês pra alinhar estratégia. Sem celular. Sem pressa. Cada um fala, o outro ouve. Depois decide junto.
Marcelo concordou.
Na primeira reunião, colocaram tudo na mesa. Visões diferentes, mas um objetivo comum. Em vez de cada um puxar para um lado, traçaram uma rota que equilibrava crescimento e segurança.
O conflito não desapareceu. Mas aprendeu a ser produtivo.
*Continua em: 160 — Como dividir tarefas com um colega?*