Carlos encontrou o monitor na sala de estudos. Ele estava com o notebook aberto, cercado de livros.
— Monitor, posso falar contigo?
— Claro, Carlos. Senta.
— Tô com uma ideia de projeto de pesquisa. Queria sua opinião.
— Pode falar.
— É sobre a aplicação de machine learning em análise de dados educacionais.
O monitor parou de digitar.
— Interessante. O que você já tem?
— Uma pergunta de pesquisa, uma revisão inicial e uma base de dados piloto.
— Mostra.
Carlos abriu o notebook e mostrou o esboço. O monitor leu em silêncio.
— A pergunta tá boa. Mas a metodologia precisa de ajuste.
— Que tipo de ajuste?
— Você pensou em usar regressão linear, mas seus dados são categóricos. O ideal seria regressão logística ou árvore de decisão.
— Não tinha pensado nisso.
— É comum. O problema é que isso muda o tratamento dos dados.
— E o que você sugere?
— Faz uma análise exploratória primeiro. Vê como os dados se distribuem. Depois a gente decide o modelo.
— Você pode me orientar nisso?
— Posso. Mas você precisa ter o software certo instalado.
— Já tenho.
— Então tá. Me manda os dados que eu reviso a estrutura.
— Mando hoje.
— Na sexta a gente se senta de novo pra ver os resultados.
— Combinado.
Carlos fechou o notebook.
— Obrigado, monitor. Ajudou muito.
— É pra isso que eu tô aqui.
Carlos saiu da sala com o celular já enviando os dados por e-mail.
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