Carlos estava em casa quando o e-mail chegou. "Proposta — Cargo de Coordenador." Ele abriu e leu duas vezes. O salário era bom. Mas não era o único.
Tinha outra proposta, de outra empresa, com um valor maior.
Ele imprimiu as duas cartas e colocou lado a lado na mesa da sala. A Mariana chegou com uma xícara de chá.
— Tá vendo o que?
— Duas propostas. Uma paga melhor, a outra tem mais benefício.
— E você quer qual?
— A que paga melhor. Mas eu quero ver se a primeira cobre.
— Vai pedir?
— Vou negociar.
No dia seguinte, ele ligou pro recrutador da primeira empresa.
— Fala, Carlos.
— Fala, Pedro. Recebi a proposta.
— Que bom. O que achou?
— Gostei da empresa, do desafio. Mas tenho uma outra oferta com valor maior.
— Posso perguntar quanto?
— Posso falar sim. É vinte por cento acima.
Pedro ficou em silêncio por um instante.
— É um valor relevante.
— Sei. Mas eu quero trabalhar com vocês. A pergunta é: vocês conseguem chegar perto?
— Vou precisar conversar com a diretoria.
— Sem problema. Me liga até sexta.
— Combinado.
Na sexta, o telefone tocou às dez da manhã.
— Carlos, consegui aprovar um reajuste. Quinze por cento acima da proposta original.
Carlos calculou rápido. Não era os vinte, mas ficava perto. E os benefícios da primeira eram melhores.
— Fechado.
— Ótimo. Vou enviar a carta atualizada.
— Obrigado, Pedro.
Carlos desligou. A Mariana olhou da cozinha.
— Conseguiu?
— Quinze por cento.
— E a outra?
— Vou recusar. Essa é melhor no longo prazo.
Ele guardou as cartas na pasta e fechou o zíper.
Continua em: 1568 — Como acompanhar o desenvolvimento do liderado?