O Carlos chamou Carlos na sala.
— O Lucas vai ficar seis meses como trainee na nossa área. Eu quero que você seja o padrinho dele.
— Padrinho?
— Orientação técnica. Você mostra os processos, revisa as entregas, dá feedback. Nada formal. Só acompanhamento.
Carlos aceitou. Mas não sabia por onde começar.
No primeiro dia, ele sentou com o Lucas.
— Vou ser sincero: nunca fui mentor de ninguém. Então a gente vai aprender junto.
— Tudo bem — Lucas disse.
— O que você já sabe fazer?
Lucas listou. Carlos viu que ele tinha base teórica, mas pouca prática.
Na primeira semana, Carlos mostrou os processos. Deixou o Lucas acompanhar as tarefas. Explicou o porquê de cada passo.
— Não é só apertar botão — ele disse. — É entender o que cada informação significa.
Lucas anotava tudo.
Na segunda semana, Carlos passou uma tarefa simples.
— Faz essa planilha. Depois a gente revisa junto.
Lucas fez. Quando mostraram, Carlos apontou um erro.
— Aqui você somou a coluna errada.
— Ah, desculpa.
— Não precisa se desculpar. Erro faz parte. O importante é aprender.
Carlos percebeu que ser mentor não era ter todas as respostas. Era estar disponível. Correção sem humilhação. Feedback sincero. Paciência.
No fim do mês, Lucas já fazia tarefas sozinho.
— Valeu, Carlos — ele disse. — Você me ensinou mais que qualquer curso.
— Você que aprendeu rápido.
Carlos sentiu orgulho. Não porque tinha ensinado. Porque tinha visto alguém crescer com a ajuda dele.
*Continua em: 157 — Como ser mentorado por um colega mais velho?*