A reunião já durava uma hora e vinte. O assunto era o mesmo desde os primeiros quinze minutos: escolher o fornecedor de material de escritório. A Mariana queria um, o pessoal do financeiro queria outro. Ninguém cedia.
Carlos olhou para o relógio de parede. A agulha do ponteiro grande parecia arrastar. Ele tamborilou os dedos na mesa.
— Gente, a gente tá andando em círculo — ele disse.
— A gente precisa decidir — a Mariana respondeu.
— Pois é. Mas decidir o que? Qual é o critério?
Silêncio.
— Preço? Prazo? Qualidade? A gente nem definiu.
— Os três — alguém disse.
— Então vamos pontuar cada fornecedor em cada critério. Agora. Aqui.
Ele abriu uma planilha no notebook e passou na mesa. Todo mundo começou a dar notas. Em dez minutos, tinha um vencedor.
— Pronto — Carlos disse. — Fornecedor B.
A Mariana riu.
— Era mais fácil ter feito isso no começo.
— Pois é.
A reunião terminou. Carlos desligou o notebook e guardou a caneta no bolso da camisa. O relógio marcava uma hora e quarenta e cinco.
Continua em: 1550 — Como discordar de um sênior sem ser desrespeitoso?