Carlos viu o e-mail que o Rafael tinha enviado pro cliente. Meia dúzia de erros de português, informação incompleta, tom informal demais. Ele fechou os olhos por um segundo, respirou, e chamou o rapaz.
— Fecha a porta.
Rafael sentou na frente da mesa. A testa franziu.
— Vou ser direto: o e-mail que você mandou pro cliente não tá num nível aceitável. Erros de português, falta de informação. O cliente vai ler e pensar que a gente não sabe o que faz.
Rafael corou.
— Eu tava com pressa.
— Sei que tava. Mas pressa não pode custar a credibilidade da equipe.
— Eu refaço.
— Antes de refazer, vamos entender. O que faltou?
Rafael listou: revisão, checklist, calma.
— Isso. Agora refaz e me manda antes de enviar. Não é pra te controlar. É porque seu nome tá junto com o da equipe.
— Tá bom.
— Confio em você. Senão nem teria chamado pra conversar. Só não repete.
Rafael balançou a cabeça e saiu. Carlos ficou olhando a porta fechada, o silêncio da sala voltando ao normal.
Continua em: 1549 — Como lidar com reunião improdutiva?