A reunião estava na segunda hora. O Carlos apresentava os números do trimestre, e a maioria concordava com a estratégia proposta. Mas Carlos via uma falha no plano. Sabia que a projeção de entregas estava superestimada. O problema é que ninguém mais parecia enxergar.
— Então seguimos com esse cronograma? — Carlos perguntou, olhando para a mesa.
Carlos sentiu o coração acelerar. A mão foi para a nuca, coçando o cabelo. Ele queria falar, mas a voz não saía.
— Carlos, você está quieto. Concorda?
— É que… — ele começou, hesitando. — Eu olhei os dados de capacidade da equipe. Acho que a meta de entregas está acima do que a gente consegue fazer no prazo.
Silêncio. O Carlos ajustou os óculos.
— Com todo respeito, Carlos. Se a gente assumir esse volume, vamos estourar prazo e qualidade cai. Prefiro que a gente discuta agora do que daqui dois meses.
A Mariana, do lado, levantou a sobrancelha. O Carlos ficou parado por um segundo.
— Você tem os números?
— Tenho. Posso apresentar em cinco minutos.
— Apresenta.
Carlos ligou o notebook na tela da sala e mostrou a planilha. A equipe escutou. O Carlos fez perguntas, e ele respondeu. No final, o gerente respirou fundo.
— Você está certo. Ajusta o cronograma e me manda a nova versão.
Carlos fechou o notebook e sentou de volta. A mão ainda tremia um pouco, mas ele segurou a caneca de café e bebeu um gole.
Continua em: 1542 — Como mentorar um liderado?