A parceria com a transportadora do Jonas já não rendia como antes. Os resultados caíam, a comunicação estava difícil, os prazos escorregavam. Carlos sabia que precisava encerrar. Mas queria fazer direito.
Marcou um café no meio da tarde, num lugar neutro. Uma padaria perto do escritório do Jonas.
— E aí, Carlos? Qual a boa?
Carlos mexeu o café com a colher, o barulho metálico contra a xícara.
— Jonas, preciso ser direto. A parceria não tá funcionando mais.
Jonas franziu a testa.
— Como assim?
— Os resultados caíram. A comunicação não flui. A gente já tentou ajustar, mas não resolveu. Acho que cada um precisa seguir seu caminho.
— Poxa, Carlos. A gente construiu tanta coisa.
— Construiu. E por isso quero encerrar de forma limpa. Sem briga, sem processo. A gente acerta os pendentes e encerra o contrato.
Jonas ficou em silêncio. O som do café sendo passado no balcão enchia o espaço.
— Tá doendo — ele disse.
— Também tô sentindo. Mas continuar assim vai desgastar mais. Melhor parar agora, enquanto ainda tem respeito.
— E os contratos vigentes?
— A gente cumpre os que tão rodando. Depois não renova.
Jonas respirou fundo.
— Tá bem.
— Quero manter contato. Se um dia der certo de novo, a gente volta a conversar.
— É...
Carlos estendeu a mão. Jonas apertou, mas o aperto foi mais curto que antes. O café na xícara de Carlos já estava frio. Ele pagou a conta e saiu, a porta da padaria batendo atrás.
Continua em: 1537 — Como lidar com conflitos com um sócio?