O escritório do parceiro era num prédio comercial no centro. Carlos subiu no elevador, sentindo o zumbido do motor. A recepcionista indicou a sala.
— Carlos, chegou! — O Jonas, da transportadora parceira, era um homem alto, barba cheia, sorriso largo. — Senta aí.
— Jonas, beleza?
— Beleza. Vamos direto ao ponto. A parceria de rota compartilhada tá dando resultado. Reduzimos 20% no custo de entrega da zona norte.
— Percebi. Os relatórios mostram economia boa.
— Então. Queria propor expandir pra zona sul.
Carlos apoiou os braços na mesa.
— Expansão é bom. Mas a gente precisa definir critério claro antes. Quem responde por atraso, quem paga a multa, como divide o lucro.
— A confiança já existe.
— Confiança existe. Mas papel protege os dois. Se um dia a gente brigar, o contrato resolve. Se não tiver contrato, vinga resolve.
Jonas riu, mas o riso foi cortado.
— Tá certo. Você manda a minuta?
— Mando. Mas antes: alinha com o jurídico de vocês. Depois a gente senta e ajusta.
— Combinado.
— Parceria boa é parceria clara. Todo mundo sabe onde pisa.
Jonas estendeu a mão. Carlos apertou. A mão do Jonas era grande e quente. O aperto foi firme, de quem honrava o que combinava. No corredor, a luz do fim de tarde entrava inclinada pela janela.
Continua em: 1536 — Como terminar uma parceria de negócio?