Como trocar de fornecedor sem queimar pontes?

Carlos

A decisão estava tomada. A MetalTech não entregava no prazo, a qualidade caía e o preço subia. Carlos precisava trocar. Mas não queria fechar a porta para sempre.

Ele ligou para Renato.

— Renato, preciso ser sincero. A gente vai suspender os pedidos por enquanto.

— Por quê? A gente pode melhorar.

— Eu sei. Mas os atrasos tão afetando a operação. Meu cliente tá reclamando.

— A gente ajusta.

— Olha, não é birra. É questão de confiabilidade. Se vocês reorganizarem a produção e voltarem a cumprir prazo, a gente reavalia.

— Então é um tempo?

— É um tempo. Sem mágoa. Seu serviço já foi bom, mas agora não tá dando. Se mudar, me liga.

— Tá bem, Carlos. Valeu pela honestidade.

— Obrigado você. E qualquer indicação que eu puder dar de vocês, vou dar. Fornecedor parceiro não vira inimigo.

Renato respirou fundo.

— Entendi. Boa sorte.

— Pra nós também.

Carlos desligou e abriu a gaveta. Separou o contrato antigo e colocou num envelope pardo. Não rasgou. Guardou. Pode servir um dia. A vida é feita de pontes que a gente não queima, só atravessa quando precisa.

Continua em: 1535 — Como lidar com parceiros de negócio?