O telefone tocou. Carlos atendeu.
— Carlos, é o Jorge, da Embalagens Forte. Tudo bem?
— Tudo, Jorge. O que posso fazer?
— A entrega de hoje. Vai ter um atraso de duas horas. O caminhão quebrou.
— Duas horas é tranquilo. A gente ajusta a programação.
— Valeu, Carlos. Sempre bom falar com você. Os outros já começam a gritar.
— Gritar não resolve caminhão quebrado.
Jorge riu do outro lado da linha.
— Pois é. Então fica assim. Atualizo quando o motorista sair.
— Combinado.
Carlos desligou e anotou no sistema. Mariana se aproximou.
— Mais um atraso?
— Duas horas. Nada grave.
— Você é muito calmo com eles.
— Fornecedor não é inimigo. É parceiro. Se eu trato bem quando ele erra, ele se esforça mais quando eu preciso.
— Faz sentido.
— Agora, se ele erra toda semana, aí é conversa diferente. Mas uma vez ou outra, todo mundo falha.
Carlos abriu a planilha de agendamento e remaneou as entregas da tarde. Os dedos batiam no teclado num ritmo constante. Na parede, o relógio marcava 10h47. O café na caneca já estava frio, mas ele tomou um gole mesmo assim.
Continua em: 1532 — Como negociar com fornecedores?