Carlos puxou o relatório do mês. Os números estavam bons — melhores que os do trimestre passado. Ele tinha liderado a implementação do novo fluxo de conferência, e o impacto aparecia nos indicadores.
Só que ninguém tinha dito nada.
— Você vai ficar esperando palmas? — a Mariana provocou no café.
— Não. Mas…
— Mas o quê?
— Sei lá. Acho que uma pessoa espera que quem vê o resultado reconheça.
— E se a pessoa não reconhece? Você pede.
Carlos ficou calado.
De volta à mesa, ele abriu o e-mail. Escreveu para o Carlos com os números do mês e o resumo do que tinha feito. No final: "Gostaria de conversar sobre minha contribuição e possibilidades de crescimento."
Carlos respondeu em quinze minutos: "Vamos conversar amanhã às dez."
No dia seguinte, Carlos abriu a reunião:
— Olhei seus números. Tá consistente. O que você quer?
— Reconhecimento. Não precisa ser promoção agora. Mas queria saber se estou no caminho certo.
— Está. Vou incluir você no programa de talentos.
Carlos sentiu o peso sair dos ombros.
— Obrigado.
— Não agradece. Merece.
*Continua em: 1507 — Como abordar um colega que está passando por dificuldade*