A equipe tinha combinado um happy hour na sexta. Carlos estava exausto. A semana tinha sido pesada, e a única coisa que queria era ir para casa, tomar um banho e deitar no sofá com o Toby.
— Vai no happy hour? — Mariana perguntou.
— Tô morto.
— Fala que não vai.
— Mas todo mundo vai.
— E daí?
Na hora da saída, o pessoal se reuniu perto do elevador. Carlos se aproximou.
— Pessoal, não vou conseguir ir hoje. Tô muito cansado.
— Ah, vai sim! — alguém disse.
— Semana foi pesada. Se eu for, vou ficar no canto com cara de sono.
— A gente anima você.
— Sei que animam. Mas prefiro ir outro dia, quando estiver mais descansado. Aproveitem bem!
— Tem certeza?
— Absoluta. Vou ver um filme com a Luísa e dormir cedo. Melhor assim.
O pessoal entrou no elevador.
— Na próxima você vai!
— Combinado.
As portas fecharam. Carlos virou e foi para o estacionamento. A noite estava fresca.
— Recusar convite de colegas para sair sem magoar é simples: agradece, explica o motivo sem exagerar e propõe uma próxima. Não é rejeição. É prioridade. Carlos ligou o carro e colocou a mão no volante.
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