O novo projeto começou com um e-mail do Carlos. Carlos seria o ponto focal junto com o Marcelo, um parceiro de outra empresa que tinha sido contratado para a implementação.
No primeiro encontro, Marcelo chegou com um plano ambicioso. Cronograma de três meses. Entregas semanais. Reuniões diárias.
Carlos ouviu, anotou, mas sentiu um incômodo.
— Marcelo, esse cronograma considera feriados e férias? — ele perguntou.
— A gente ajusta se precisar.
— E as aprovações internas? Cada etapa passa pelo jurídico.
— Isso a gente vê no caminho.
— Acho melhor a gente alinhar antes.
Marcelo parou.
— O que você tá sugerindo?
— Que a gente sente e defina o que é realista. O que cada um espera do outro. Prazos, entregas, comunicação. Se a gente não alinhar agora, vamos ter problema depois.
Marcelo concordou. Marcaram uma reunião de alinhamento.
Na reunião, Carlos colocou no quadro:
— O que eu espero de você: entregas no prazo combinado. Comunicação antecipada se algo atrasar. Presença nas reuniões de validação.
— O que você pode esperar de mim: revisão em até 48 horas. Acesso aos dados. Participação nas decisões técnicas.
Marcelo completou com as expectativas dele.
No fim, tinham um documento de uma página. Claro. Direto.
O projeto andou sem grandes sustos. Quando algo ameaçava sair do combinado, eles voltavam ao documento. Não precisavam adivinhar o que o outro queria.
*Continua em: 151 — Como lidar com colega que faz piada de mau gosto?*