Carlos não sabia como lidar com a situação. Ele e Fernanda, uma analista do financeiro, tinham se aproximado nos últimos meses. O clima tinha mudado, e ele queria voltar ao profissional sem magoar.
— Você precisa ser claro, mas não cruel — Luísa disse.
— Eu sei. Mas todo dia a gente se vê.
— Por isso que tem que ser agora.
No dia seguinte, Carlos chamou Fernanda na sala de reunião vazia.
— Fernanda, preciso ser sincero com você.
— Pode falar.
— A gente se aproximou, foi legal. Mas percebi que não quero levar isso adiante. Não por você, mas por mim mesmo. E quero que a gente continue sendo colega numa boa.
Fernanda ficou em silêncio. O som do teclado ao fundo entrava pela porta.
— Tudo bem — ela disse. — Preferia que tivesse falado antes, mas tudo bem.
— Quero que a gente mantenha o profissional. Sem climão.
— Por mim, ok.
— Obrigado.
— É triste, mas ok.
Carlos assentiu. Eles voltaram para as mesas. No dia seguinte, quando se encontraram no café, foi normal.
— Terminar relacionamento com colega sem sair da empresa é sobre honestidade. Não sobre evitar. Quanto mais cedo você fala, menos estranho fica. Carlos virou a página do bloco e escreveu a data.
*Continua em: 1493 — Como admitir que não sabe algo em reunião?*