Carlos recebeu a mensagem de manhã. O Rafael, um colega de outro setor, estava em desespero. O sistema tinha corrompido os dados do relatório mensal que ele precisava entregar até o meio-dia.
— Carlos, você manja de recuperação de backup? Eu tentei aqui mas não consigo. O suporte só vai olhar amanhã.
Carlos leu a mensagem duas vezes. Ele tinha a própria pilha de tarefas. A reunião das 10h. O almoço com o Carlos.
Mas o Rafael nunca pedia ajuda. Se estava pedindo, era porque tinha batido no fundo do poço.
Ele respondeu:
"Vou na sua mesa agora."
Em cinco minutos, Carlos já estava olhando o sistema do colega.
— O backup incremental tá corrompido — ele disse. — Mas o backup completo de anteontem deve estar íntegro. Vou restaurar e extrair os dados.
— Quanto tempo?
— Umas duas horas.
— Meu Deus, Carlos. Você me salvou.
— A gente se ajuda.
Enquanto o sistema processava, Carlos voltou para a mesa dele. Resolveu o que deu tempo. Na hora do almoço, o arquivo do Rafael já estava pronto.
No dia seguinte, Rafael apareceu com um café.
— Não sei como agradecer.
— Não precisa. Só me paga um cafezinho outro dia.
Rafael sorriu. A crise tinha passado. E Carlos sabia que, se um dia precisasse, o Rafael estaria lá também.
*Continua em: 148 — Como lidar com colega folgado?*