O analista júnior chegou na sala. O nome era Lucas. Calça social folgada, camisa branca nova, gravidação por cima. O cheiro de tecido novo ainda estava presente.
— Carlos, esse é o Lucas — Carlos disse, batendo no ombro do rapaz. — Seu novo liderado.
— Prazer — Carlos estendeu a mão.
— O prazer é meu — Lucas respondeu. A mão estava fria e úmida.
Carlos levou Lucas para a mesa ao lado da dele.
— Primeira semana é só ambientação — disse. — Sem pressão.
— Quero aprender rápido — Lucas falou. O entusiasmo transbordava.
— Calma. Aprender rápido é bom. Aprender errado é pior.
Lucas assentiu. Abriu o caderno e anotou tudo que Carlos falou sobre os sistemas, os processos, os prazos.
No primeiro erro, Lucas ficou pálido.
— Deixa que eu arrumo — ele disse, nervoso.
— Não precisa. Errar faz parte. Mas me conta: o que você aprendeu?
Lucas respirou fundo e explicou o que tinha entendido errado.
— Boa — Carlos disse. — Agora você não erra mais isso.
O sorriso de Lucas iluminou a cara dele. Carlos lembrou de si mesmo, quatro anos antes, na mesma cadeira.
*Continua em: 1469 — Como propor fim de reunião que está alongando?*