O telefone vibrou em cima da mesa. Carlos olhou: mensagem de Bruno, o parceiro de um projeto compartilhado. Só três palavras: "Precisamos conversar."
O ar do escritório pareceu pesar.
— Problema? — Mariana perguntou, sentada na mesa ao lado.
— Bruno. Não sei o que houve.
Na última reunião, tinham discordado sobre o cronograma. Carlos lembrava do tom de voz do Bruno, mais alto que o normal. O silêncio depois.
— Marca um café — Mariana disse. — Conversa cara a cara resolve mais que e-mail.
Carlos pegou o celular e escreveu: "Bora conversar hoje? Tomar um café?" Enviou antes de pensar demais.
Bruno respondeu na hora: "Vou aí às 15h."
Às três da tarde, estavam na mesa da copa. O cheiro de café fresco enchia o ambiente. Bruno chegou com a xícara na mão, os ombros tensos.
— Olha — Bruno começou. — Sobre a reunião passada…
— Fui grosso — Carlos interrompeu. — Desculpa.
Bruno soltou o ar devagar.
— Não foi só você. Eu fui teimoso também.
— O problema é que eu queria ter razão — Carlos disse. — Mais que resolver o projeto.
— Pois é. A gente perdeu o foco.
Eles ficaram em silêncio por um momento. O som da máquina de café ao fundo.
— Que tal a gente voltar pro cronograma original, mas com uma reunião semanal de alinhamento? — Carlos propôs.
— Fechado.
Bruno estendeu a mão. Carlos apertou. A palma estava quente, firme.
*Continua em: 1463 — Como lidar com colega que não responde mensagem?*