A tela do notebook ficou preta do nada. Carlos olhou para o monitor, piscou, esperou. Nada.
— Morreu? — Luísa perguntou da cozinha.
— Não sei. A tela apagou e não volta.
Ele apertou o botão de energia. As luzes da sala estavam acesas, mas o notebook não dava sinal de vida.
— Liga no TI.
— É sábado.
— E? Seu trabalho não para sábado?
Carlos pegou o celular. Achou o contato do suporte técnico na lista de funcionários. Respirou fundo e ligou.
— Alô, suporte TI.
— Oi, Carlos, da operações. Meu notebook apagou do nada, não liga.
— Tá na tomada?
— Tô.
— Segura o botão de energia por quinze segundos.
Ele fez. Nada.
— Apertei. Não ligou.
— Pode ser a bateria. Tem carregador?
— Tô com ele.
— Desliga, tira a bateria, segura o botão trinta segundos, recoloca a bateria e tenta.
Carlos seguiu as instruções. A luzinha acendeu.
— Voltou.
— Ótimo. Pode ser contato solto na bateria. Se acontecer de novo, a gente troca.
— Valeu mesmo.
— Às ordens.
Ele desligou e olhou para a tela que acendia com calma.
— Funcionou? — Luísa apareceu na porta com uma xícara.
— Funcionou. Falaram que pode ser a bateria.
— Viu? É só ligar.
Carlos sorriu e ajustou o notebook sobre a mesa, sentindo o cheiro de café fresco vindo da cozinha.
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