Carlos terminou o ano com metas batidas. Todas. Sabia que existia uma política de bônus na empresa, mas nunca tinha recebido.
— Você precisa perguntar — Mariana disse.
— Parece que tô cobrando.
— Você entregou. Não é caridade, é combinado.
Carlos esperou a reunião individual com Carlos. No meio da conversa, trouxe o assunto.
— Carlos, queria entender como funciona a política de bônus. Bati todas as metas do ano e não sei se existe previsão.
Carlos parou.
— Existe, sim. Mas não é automático. Precisa de solicitação formal e aprovação da diretoria.
— Como faço?
— Me manda um e-mail resumindo suas metas e resultados. Eu encaminho com meu parecer.
Carlos enviou o e-mail no mesmo dia. Listou cada meta, o resultado alcançado, o impacto no negócio. Carlos respondeu: "Encaminhado à diretoria."
Duas semanas depois, o bônus caiu na conta. Não era um valor enorme, mas era justo.
— Por que não me contaram antes? — Carlos perguntou a Carlos.
— Porque bônus não é prioridade de comunicação da empresa. Você precisa perguntar.
— Conversar sobre bônus com o gestor não é ganância. É profissionalismo. Se você entregou o combinado, tem o direito de saber se existe retorno. Empresa não conta. Você pergunta.
*Continua em: 1409 — Como conversar sobre equipamento de trabalho com o chefe?*