Carlos teve um desentendimento com Ferreira. Ele seguiu uma orientação de um manual da empresa, mas Ferreira considerou a decisão errada e o repreendeu na frente da equipe.
— Ele me humilhou — Carlos desabafou com Mariana.
— Você vai ficar calado?
— Quero falar com o orientador. Ele pode ajudar.
Carlos marcou com Nogueira e explicou a situação sem exageros.
— Nogueira, tive um conflito com o supervisor Ferreira. Segui um procedimento do manual, ele me repreendeu publicamente. Não quero criar caso, mas também não quero que isso se repita. O senhor pode mediar?
Nogueira ouviu os dois lados.
— Você errou? Pelo que você descreveu, seguiu o manual. Mas ele é o supervisor. A hierarquia existe. Mesmo que você esteja certo, expor publicamente não é produtivo.
— O que eu faço?
— Vou conversar com ele. Não para julgar, mas para alinhar expectativas. E você: da próxima vez, se houver divergência, chama ele no privado antes de agir. Pergunta: "Ferreira, entendi que o manual diz X. O senhor confirma?" Evita mal-entendido.
Nogueira falou com Ferreira, que reconheceu que foi ríspido. O ambiente melhorou.
— Pedir ao orientador para mediar conflito com supervisor não é fugir do problema. É usar a estrutura institucional para resolver. Orientador é ponte, não é juiz. Ele não decide quem está certo, mas restaura a comunicação.
*Continua em: 1401 — Animar reunião de família tediosa*