Carlos via anúncios de programas de trainee com salários atraentes e processos seletivos longos. Ficava na dúvida se valia a pena tentar.
— Trainee é pra quem já sabe o que quer? — perguntou a Mariana.
— Ou pra quem quer aprender rápido. Pergunta pro conselheiro.
Carlos chegou em Márcio com a dúvida.
— Márcio, esses programas de trainee são realmente bons? Vejo salários altos, mas processos de meses. Vale o esforço?
Márcio explicou o cenário:
— Trainee é um dos melhores começos de carreira. Você roda por áreas, tem mentoria, visibilidade. Mas tem dois lados: a concorrência é enorme e muitos programas exigem mobilidade geográfica.
— O que eu preciso para passar?
— As empresas buscam três coisas: visão analítica, comunicação e liderança potencial. Seu currículo de faculdade não mostra isso. Você precisa de exemplos concretos: projetos que liderou, problemas que resolveu, resultados que entregou.
— E se eu não passar?
— Tenta mesmo assim. O processo em si já te prepara para processos seletivos futuros. Cada fase que você avança é aprendizado.
Carlos se inscreveu em três programas. Não passou em nenhum. Mas chegou à fase final em um deles. Usou a experiência para melhorar e, no ano seguinte, foi aprovado.
— Perguntar sobre programa de trainee não é buscar atalho. É entender que o processo seletivo mais valioso não é o que você ganha, mas o que você aprende tentando. O conselheiro não te coloca dentro, ele te prepara para entrar.
*Continua em: 1390 — Como falar com monitor sobre nota de trabalho prático?*