Carlos percebeu que uma conversa com Márcio não era suficiente. Ele queria acompanhamento contínuo, alguém que revisasse seu progresso a cada mês.
— Posso pedir mentoria individual para o conselheiro? — perguntou a Mariana.
— Só se você mostrar que merece o tempo dele. Não chega pedindo. Chega mostrando o que já fez.
Carlos preparou um relatório simples: o que havia feito desde a última conversa, quais resultados tinha obtido, quais dúvidas surgiram. Levou para Márcio.
— Márcio, suas orientações me ajudaram muito. Queria saber se é possível ter encontros mensais de mentoria. Trouxe um resumo do que fiz e do que ainda quero alcançar.
Márcio leu o relatório e viu que Carlos era organizado e não desperdiçava tempo.
— Posso te receber uma vez por mês, com uma condição: você vem sempre com pauta escrita. Se chegar sem pauta, cancelamos.
— Combinado.
Os encontros mensais viraram um marco na rotina de Carlos. Ele se preparava, levava dúvidas reais e saía com ações concretas.
— Pedir mentorias individuais ao conselheiro não é ganhar um privilégio. É mostrar que você valoriza o tempo do outro. Mentor não se conquista com necessidade, mas com preparo.
*Continua em: 1388 — Como falar sobre primeiro emprego na área?*