Carlos encontrou uma vaga de estágio dos sonhos. A descrição pedia carta de apresentação. Ele nunca tinha escrito uma.
— O que eu coloco? — perguntou a Mariana.
— Não é currículo. É carta. Conta sua história, não suas habilidades.
— Posso mandar pro conselheiro avaliar?
— Boa ideia.
Carlos escreveu uma carta genérica, quase um resumo do currículo. Mandou para Márcio.
— Márcio, pode dar um feedback na minha carta de apresentação? Nunca fiz uma.
Márcio leu e foi direto:
— Isso é currículo em prosa. Carta de apresentação não repete informação. Ela conecta você à vaga. Por que essa empresa? Por que essa vaga? O que você sabe sobre eles?
— Não pesquisei tanto.
— Então pesquisa. Descobre um projeto recente da empresa. Comenta. Mostra que você se importa.
Carlos reescreveu. Citou um case que a empresa tinha lançado no trimestre e explicou por que sua experiência em pesquisa acadêmica se conectava com aquilo. Márcio aprovou.
— Pedir ao conselheiro sobre carta de apresentação não é ter alguém que escreva por você. É ter um filtro que separa o que é marketing do que é ruído. Uma boa carta não descreve você. Ela convence que você é a resposta para um problema específico.
*Continua em: 1385 — Como falar com conselheiro sobre dúvida entre duas áreas?*