Carlos teve uma ideia de negócio: uma plataforma que conectava veteranos a calouros para mentoria acadêmica. Animado, contou para Mariana.
— Isso existe? — ela perguntou.
— Não que eu conheça.
— Então apresenta pro conselheiro de carreira. Ele já viu mil ideias, sabe quais têm potencial.
Carlos marcou com Márcio. Chegou com a ideia estruturada em tópicos: problema, solução, público, receita possível.
— Márcio, pensei em empreender dentro da universidade. Uma plataforma de mentoria entre alunos. O que acha?
Márcio ouviu sem interromper. Depois fez perguntas duras:
— Quem vai desenvolver? Quanto custa? Você já validou com algum calouro se ele pagaria por isso?
— Ainda não.
— Então seu primeiro passo não é programar. É entrevistar dez calouros e perguntar se eles têm essa dor. Se cinco disserem que sim, você continua. Se não, pivota.
Márcio também alertou sobre o equilíbrio: empreender na faculdade é válido, mas sem abandonar as disciplinas. Sugeriu que Carlos usasse o projeto como TCC ou atividade complementar.
— Falar com conselheiro sobre empreendedorismo universitário não é buscar aprovação para a ideia. É passar pelo crivo de alguém que já viu centenas de ideias morrerem e sobreviverem. Ele não valida seu sonho, ele testa sua disposição.
*Continua em: 1383 — Como perguntar sobre certificações profissionais?*