Carlos tinha sido promovido a líder de equipe. Queria ser respeitado, mas também queria continuar sendo humano.
— Como fazer? — perguntou a Mariana.
— O que você acha que um líder humano faz?
— Escuta. Não grita. Reconhece.
— Então faz isso.
Mas no primeiro mês, Carlos percebeu que ser legal demais virava problema. A equipe não entregava prazos. Achavam que podiam enrolar.
— Fui humano demais — reclamou.
— O problema não foi ser humano. Foi não ter combinado as regras.
Carlos chamou a equipe. —
— Gente, quero um ambiente leve, mas preciso de entrega. Vamos combinar: cada um define suas metas da semana na segunda. Na sexta, a gente revisa. Combinado é combinado.
Ele continuou ouvindo, sendo acessível, mas cobrava. Quando alguém errava, não humilhava. Perguntava: "O que aconteceu? O que vamos fazer para não repetir?"
— Ser líder sem perder a humanidade não é ser bonzinho. É ser justo. Humano não é quem nunca cobra. É quem cobra com respeito.
*Continua em: 1376 — Como dar ordens sem ser autoritário?*