Carlos não esperava que acontecesse. Mas aconteceu. Um relacionamento com uma colega de outro setor. Começou discreto, floresceu rápido. E terminou semanas depois, quando os dois perceberam que não era o que queriam.
Agora vinha a parte difícil. Continuar trabalhando no mesmo prédio. Encontrar no corredor. Sentar na mesma reunião.
No primeiro encontro pós-término, ela desviou o olhar. Carlos também.
Ele pensou em pedir transferência. Mas gostava do trabalho. E sabia que não precisava fugir.
Mandou uma mensagem para ela:
— A gente pode conversar cinco minutos?
Ela topou. Se encontraram na sala de reunião vazia.
— Não quero que fique estranho — Carlos disse. — A gente tentou, não deu. Mas a gente trabalha junto.
— Eu também não quero que fique estranho. Mas não sei como fazer.
— A gente não precisa ser amigo. Mas pode ser profissional. Se encontrar, cumprimenta. Se precisar de algo, trata normal. Com o tempo, a estranheza passa.
Ela concordou.
Nas primeiras semanas foi esquisito. Cumprimentos rápidos. Conversas curtas. Mas com o tempo, a tensão foi dissolvendo.
Terminar um relacionamento com colega não era sobre sair da empresa. Era sobre ter a conversa honesta de que o profissional e o pessoal precisavam se separar — e que os dois conseguiam fazer isso sem drama.
*Continua em: 138 — Como trabalhar em time multidisciplinar?*