Carlos queria fazer um curso de análise de dados. O curso era caro, mas sabia que traria resultado direto para o trabalho.
— Você já falou com o Carlos? — Mariana perguntou.
— Ainda não. Tenho medo de ouvir não.
— E se ouvir sim?
Carlos preparou uma argumentação. Primeiro: listou as habilidades que o curso ensinava e como cada uma se aplicava aos projetos da equipe. Segundo: pesquisou o valor e encontrou opções mais baratas. Terceiro: calculou o retorno — redução de tempo em relatórios manuais.
Marcou reunião com Carlos.
— Carlos, quero fazer esse curso de análise de dados. Ele custa X. Mas com ele, vou reduzir em 40% o tempo que gasto gerando relatórios.
— E como a empresa se beneficia?
— Mais tempo para análise estratégica. Menos trabalho braçal. Posso assumir projetos que hoje ficam parados.
Carlos leu a ementa, olhou o orçamento.
— Se você se compromete a aplicar no dia a dia, a empresa paga.
— Combinado.
— Pedir ajuda de custo para curso não é pedir favor. É apresentar um negócio. Quando você mostra o retorno, o gestor não vê gasto, vê investimento.
*Continua em: 1364 — Como pedir equiparação salarial?*