Carlos estava se candidatando a várias vagas. Mandava o mesmo currículo para todas. Até que uma recrutadora deu o retorno:
— Seu currículo é genérico. Não dá para saber o que você quer.
— O que você sugere? — Carlos perguntou.
— Adapte para cada vaga. Não é reescrever tudo. É destacar o que interessa para aquela posição.
Carlos começou a fazer diferente. Para cada vaga, lia o anúncio com atenção. Identificava palavras-chave: análise de dados, atendimento ao cliente, liderança de equipe, Excel avançado.
Ajustava o resumo profissional para refletir a vaga.
— Antes era: profissional administrativo com experiência em rotinas de escritório.
— Agora é: analista de dados com experiência em Power BI e automação de relatórios.
Ele também reorganizava as seções. Se a vaga pedia experiência com ERP, movia essa informação para o topo. Se pedia inglês, destacava a fluência.
— Não é mentira — explicou pra Mariana. — É curadoria.
— E funciona?
— Passei para duas entrevistas esta semana.
Carlos criou um modelo base. Nele, só trocava o resumo, as palavras-chave e a ordem das seções. Levava 15 minutos por vaga.
Adaptar currículo para cada vaga não é sobre enganar. É sobre mostrar o que interessa. Recrutador gasta segundos lendo. Seu currículo precisa responder à pergunta: essa pessoa serve para essa vaga?
*Continua em: 1360 — Como passar tarefa para um júnior?*