Carlos nunca tinha ido ao sindicato. Sabia que existia, mas não sabia qual era o dele.
— Como descubro? — perguntou a Seu Jorge, o representante sindical da empresa.
— Fácil. Pela sua profissão e pelo seu ramo. Bancário tem sindicato dos bancários. Comerciário tem sindicato dos comerciários. Você é analista administrativo. Provavelmente é sindicato dos trabalhadores administrativos.
— E como encontro?
— Pesquisa no Google: sindicato da categoria mais a sua cidade. Ou pergunta no RH. Eles têm o desconto sindical na folha.
Carlos pesquisou. Achou o site do sindicato. Descobriu que a sede ficava a dez minutos do trabalho.
— Vou lá conhecer — disse.
Na sede, foi recebido por uma atendente.
— Quero saber quais os benefícios.
— Tem assessoria jurídica gratuita, convênio médico com desconto, colônia de férias, curso de capacitação. E a gente negocia o acordo coletivo todo ano.
Carlos se filiou. Pagava uma contribuição pequena por mês. Mas passou a receber o boletim, as convocações para assembleia e o jornal da categoria.
— Agora você é sindicalizado — Seu Jorge disse.
— E o que muda?
— Você tem quem lute por você. Sozinho, você negocia com a empresa individualmente. Com sindicato, negocia coletivamente. Força é número.
Procurar sindicato da sua categoria não é sobre militância. É sobre proteção. Todo trabalhador precisa saber a quem recorrer quando o direito é desrespeitado.
*Continua em: 1350 — Como pedir licença não remunerada?*