Carlos estava frustrado. A empresa não pagava hora extra há três meses. Ele tinha planilhas, e-mails, testemunhas.
— Vou processar — disse pra Mariana.
— Calma. Antes de entrar com ação, tenta resolver internamente.
Carlos foi ao RH. Apresentou as planilhas. A analista disse que ia verificar. Passou um mês, nada.
Procurou o sindicato. O advogado do sindicato analisou o caso.
— Tem fundamento. Mas antes de processar, vamos tentar uma conciliação.
O sindicato marcou reunião com a empresa. A empresa ofereceu acordo: pagar 60% do que devia, parcelado.
— Aceita? — o advogado perguntou.
— É menos do que tenho direito.
— Mas é mais rápido. Ação trabalhista demora anos.
Carlos aceitou. Assinou o acordo. Recebeu a primeira parcela no mês seguinte.
— E se não tivesse sindicato? — Mariana perguntou.
— Teríamos que contratar advogado particular ou entrar com ação na Justiça do Trabalho sozinho.
Entrar com ação trabalhista não é primeiro passo. Antes vem diálogo, registro, sindicato, conciliação. Ação é último recurso. Mas quando necessário, é direito.
*Continua em: 1345 — Como sugerir algo para sênior implementar?*