O RH enviou um e-mail: inscrições abertas para o comitê de diversidade da empresa.
— Vou me inscrever — Carlos disse pra Mariana.
— Por quê?
— Quero contribuir com algo diferente. Não é sobre mim. É sobre criar um ambiente melhor.
— Mas você entende do assunto?
— Vou estudar.
Carlos pesquisou os pilares do comitê: gênero, raça, LGBTQIAP+, PCD, gerações. Leu artigos, assistiu a palestras, conversou com colegas de diferentes perfis.
Na entrevista com a coordenadora do comitê, ele foi sincero.
— Não sou especialista. Mas quero aprender e ajudar.
— O que você pode trazer?
— Escuta. E disposição para agir.
Ele foi aceito. O comitê se reunia quinzenalmente. Planejavam ações: palestra sobre viés inconsciente, processo seletivo inclusivo, comunicação não discriminatória.
— É mais trabalho — Carlos disse.
— Mas vale a pena — a coordenadora respondeu. — Diversidade não é pauta. É prática.
Carlos descobriu que participar de comitê de diversidade não é sobre militância. É sobre garantir que todo mundo tenha as mesmas oportunidades. Respeito se constrói com ação, não com discurso.
*Continua em: 1344 — Como entrar com ação trabalhista?*