O supervisor de Carlos mudou. O novo era agressivo: gritava, humilhava, exigia além do razoável.
— Você não serve pra isso — disse numa reunião, na frente de todo mundo.
Carlos saiu da sala tremendo. Quis pedir demissão na hora.
— Não faz isso — Mariana disse. — Você não errou. Ele que abusou.
— Mas como lidar?
— Primeiro, se protege.
Carlos começou a documentar tudo. Gravava áudio das reuniões (quando permitido), salvava e-mails agressivos, anotava datas e testemunhas.
Depois, conversou com colegas de confiança. Descobriu que não era o único. Três pessoas já tinham passado pelo mesmo.
— Vamos juntos pro RH — um colega disse.
— Todos de uma vez?
— Força no número.
Eles protocolaram a denúncia coletiva. O RH abriu investigação. O supervisor foi advertido formalmente.
— E se não mudar? — Carlos perguntou.
— Aí a denúncia sobe pra diretoria.
— Lidar com assédio moral no trabalho não é sobre aguentar. É sobre registrar, reunir provas e buscar apoio sozinho você é alvo. Em grupo, você é denunciante.
*Continua em: 1318 — Como sair de grupo WhatsApp do trabalho sem causar?*