Uma colega de Carlos voltou da licença-maternidade. Precisava ordenhar leite durante o expediente, mas não tinha lugar adequado.
— Estou usando o banheiro — ela disse.
— Isso não é higiênico.
— Mas é o único lugar reservado.
Carlos ficou incomodado. Conversou com ela:
— Você já pediu uma sala?
— Tenho medo de falarem que estou dando trabalho.
— Amamentar não é dar trabalho. É direito.
Ela reuniu a documentação: relatório médico, solicitação por escrito, referência à lei trabalhista que garante local adequado. Carlos apoiou na redação.
Levaram para o RH.
— Precisamos de um espaço reservado, limpo, com tomada e geladeira para armazenamento — ela explicou.
O RH analisou. Uma semana depois, liberaram uma sala pequena que estava subutilizada. Colocaram poltrona, mesa e geladeira.
— Consegui — ela disse, emocionada.
— Era seu direito.
— Pedir sala de amamentação no trabalho não é sobre privilégio. É sobre saúde e dignidade. Com documento, com lei, com respeito. A empresa que acolhe a mãe, acolhe o profissional.
*Continua em: 1317 — Como lidar com assédio moral no trabalho?*