Uma colega de Carlos estava sendo humilhada pelo supervisor. Gritos na frente de todo mundo, prazos impossíveis, cobrança agressiva.
— Não aguento mais — ela disse no café.
— Você já registrou? — Carlos perguntou.
— Não. Tenho medo de represália.
— Mas se não registrar, não existe.
Carlos sabia que denunciar assédio moral era complicado. Precisava de provas, não de versões.
Orientou a colega: primeiro, salvar tudo. E-mails com tom agressivo, prints de mensagens, áudios. Depois, anotar datas e horários de cada episódio. Testemunhas também.
— Com isso, você vai no RH.
— E se o RH proteger ele?
— Pode acontecer. Mas aí você tem material pra levar pro Ministério do Trabalho ou pra um advogado.
Ela juntou as provas por duas semanas. Levou para o RH. O supervisor foi afastado para investigação.
— Consegui — ela disse, aliviada.
— Você foi corajosa.
— Denunciar assédio moral no trabalho não é sobre vingança. É sobre parar o abuso. Com provas, com registro, com apoio. Silêncio só protege quem agride.
*Continua em: 1310 — Como pedir acomodação por problema de saúde no trabalho?*